Blog Alcoolismo

25 jan, 2010

“SOCIEDADE NORMAL “

Colocado por: Luiz Antônio Em: Todas

Viver em uma sociedade em que pessoas que não bebem não são consideras “normais” é possível.

Em todo lugar que você vai às bebidas alcoólicas estão para serem “apreciadas” por todos
inclusive crianças.

Eu que sou um alcoolista que a 16 anos não uso das mesmas ; sempre vivo em recuperação , não posso dar moleza pois a bebida alcoólica é traiçoeira.

Sempre ouço piadas você não bebe você é crente? Estes tipos de comparação bem chatas de escutar, mais tem que me enquadrar neste mundo de “normais”.

Gosto de festas, churrascos, praia, tudo que uma pessoa considerada “normal” gosta.

Só quero ser feliz, uma vez que com o álcool não era.

Em outubro passado fui a uma Festa Alemã e tinha muito Chopp é claro e comidas tradicionais e bebidas não alcoólicas quase fui expulso da Festa porque não bebo Chopp um absurdo , mais me comportei bem e no final da festa eu sai de cabeça erguida.

Não sou contra as pessoas que bebem, só quero ter o direito de ser considerado uma pessoa “normal” também.

Abraço.

Luiz Antônio da Cruz
Autor do Site Alcoolismo.com.br

24 mar, 2009

O primeiro passo!

Colocado por: Luiz Antônio Em: Relato

O abuso de álcool, como se sabe, cria problemas e sofrimentos, com um altíssimo custo social. O uso crônico leva a uma degradação física e moral, provocando, na falta do produto, uma síndrome de abstinência violenta. Ele pode levar à morte (por coma alcoólico ou por complicações orgânicas, como a cirrose). Instiga com freqüência a violência e acidentes, bem como absenteísmo no trabalho. 

O uso de drogas é um problema mundial que requer soluções baseadas em um diálogo aberto entre a comunidade e quem precisa de tratamento e recuperação. Nessa linha de raciocínio, surgiram, na Internet, vários sites que se dedicam ao tema.  

 Eles abrigam desde grupos de discussões sobre o assunto, até informações sobre o processo de desintoxicação em clínicas especializadas. Embora com pontos de vista diferentes, os sites partem de um princípio comum: para se livrar do vício, o usuário de entorpecentes precisa ter consciência do problema que está enfrentando e o desejo de se livrar dele. 

Admitir a dependência é um bom começo. Depois de dar a volta por cima, decidi criar um veículo onde pudesse tentar ajudar outras pessoas que passam pelas mesmas situações que enfrentei: a impotência diante do vício.  O Resultado foi a criação do site http://www.alcoolismo.com.br uma pagina onde o assunto é abordado, de forma séria, em depoimentos de quem convive com o problema, reportagens e listas de discussão.  

O Site fala ainda sobre os efeitos e seqüelas não apenas do uso de bebidas alcoólicas, mas também de outras drogas como o crack, a maconha, solventes e o cigarro, e traz links para diversos outros sites sobre o assunto. Contem ainda meu relato como eu me tornei um viciado em Álcool e consegui estacionar a doença.  As maiorias dos participantes do site são de familiares de pessoas viciadas; ou pelo menos se apresenta como tal. 

Ter um dependente de álcool na família fatalmente acarreta na: 

- Desestruturação do lar, brigas, improdutividade, vergonha. 

Não é diferente com pessoas que têm um filho ou o marido dependente de drogas.

Mentiras, falta de diálogo, agressões. 

Os números do álcool são assustadores. Segundo pesquisa realizada por um Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 15% da população brasileira sofre de alcoolismo. A bebida faz parte de qualquer encontro social e não é difícil conhecer alguém que sinta dependência do álcool.  

Por mais que as pessoas bebam socialmente, em média, uma pessoa é considerada alcoolizada após ingerir duas doses de bebidas destiladas ou até mesmo duas latas de cerveja. No entanto, quem não consegue controlar o desejo de beber acaba por prejudicar a família e sofrer por não conseguir dominar a dependência.  

O alcoolista apresenta comportamentos típicos. Está sempre com o copo na mão, não deixando de brincar com o gelo, dorme pouco, é impaciente e se isola, conversando apenas com quem bebe. Além disso, sofre com os lapsos de memória, já que não se lembra do que fez enquanto estava sob os efeitos do álcool.  

Um Abraço a todos, Luiz Antônio.

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    Luiz Antônio



    Luiz Antônio, alcoolista em recuperação e autor do site Alcoolismo.com.br