Abstinência de Drogas

A palavra abstinência vem do ato de se abster de algo, qualquer coisa, podem ser de comida, cigarro, drogas e outros.

O termo abster significa conter-se, privar-se ou renunciar.Quem está em tratamento da dependência química, está também renunciando o consumo da substância, drogas ou álcool.

A falta dessa substância no organismo pode provocar na pessoa uma alteração do comportamento e até sintomas físicos, sendo chamada síndrome de abstinência.

A síndrome de abstinência é um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da falta da substância no organismo, caracterizando-se por sensações de mal-estar e diferentes graus de sofrimento mental e físicos que variam de acordo com cada tipo de droga.

Com relação ao álcool, o início e o curso do estado de abstinência têm limites de acordo com o tempo e relacionados à quantidade de álcool consumida imediatamente antes da parada e da redução do consumo.

A abstinência pode ser ainda mais complicada com o aparecimento de convulsões. Os sintomas mais freqüentes são: hiperatividade; tremores; insônia; alucinações ou ilusões visuais, táteis ou auditivas transitórias; agitação psicomotora; ansiedade; e convulsões.

Na síndrome de abstinência aguda (SAA) os sintomas físicos, psicológicos e sociais provocados pela falta da droga ocorre entre 3 e 10 dias após a última utilização da droga, enquanto a Síndrome de abstinência demorada (SAD) registra sintomas baseados na sobriedade, ocorrendo meses ou anos após o uso.

São eles: Mente confusa, problemas de coordenação motora, problema de memória, reação emocional exagerada ou apatia e distúrbio do sono ou alteração.

A SAD é mais ou menos severa de acordo com a disfunção cerebral e da quantidade de stress experimentado. Algumas pesquisas mostram que os seus sintomas estão ligados aos danos causados ao cérebro, devido ao abuso de drogas e, em muitos casos, podem causar a recaída.

Recaída

Segundo o dicionário Michaelis, Recaída é a reincidência em um inconveniente, em um mal ou em um vício. A dependência química não é mais considerada um vício, mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma doença e deve ser tratada como tal.

A recaída ocorre, na maioria das vezes, quando depois que um dependente abandonou as drogas, fatos simples ou vinculados ao consumo das substâncias, como passar por um local antes de consumo ou freqüentar casa de usuários, podem despertar lembranças que o levam de novo ao consumo da droga.

O tratamento de um dependente químico é, quase sempre, realizado em uma clínica, centro terapêutico, comunidades e etc. O tratamento começa desde quando o paciente fica em abstinência e nunca termina.

O acompanhamento psicológico é necessário por toda a vida. A clínica responsável pelo tratamento além de todas as qualificações precisa também pensar na recaída do paciente.

“Depois que o paciente termina o tratamento de internação, continuamos ligando pra ele e nos reunindo para aconselhá-lo e diminuir as chances de uma recaída”, comenta a doutora Drª Cláudia de Oliveira Soares, diretora clínica do Centro Terapêutico Viva.